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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Em entrevista para Jornal Reação Popular

Reação Popular - 06 de julho de 2012 - Edição 222
http://reacaopopular.com.br

Para inaugurar as tag, eu serei a intrevistada.
Esta entrevista foi dada a jornalista Christiane Castanheira do jornal Reação Popular (Cubatão) para a coluna 'Gente de Cubatão' no dia 04/07/2012.

CRIS - Nascida e criada em Cubatão? Fale um pouco sobre sua infância

BEL - Sou filha de José Edson (Cabeça do Açougue) e de Izabel Maria, sou nascida e criada em Cubatão, meus primeiros anos de vida foram numa casa em frente à Praça Princesa Izabel, que hoje é o Neves e Neves, nesta época meus pais trabalhavam na feira e eu sempre acordava debaixo da barraca, engraçado com eu nunca me esqueci disto.
Da minha infância, lembro-me das brincadeiras gostosas com os meus primos e amigos nas ruas estreitas do Jardim Costa e Silva, pois era lá que eu ficava nos dias de semana, na casa da minha avó Helena, lugar onde fui criada com amor, lá eu ouvia meu avô tocar e cantarolar ‘Asa Branca’. Engraçado como só de falar eu sinto o cheiro, lembrança tem cheiro, e para mim esta fase tem cheiro de suco de guaraná.
Aos sábados eu sempre ia a Vila Socó (Vila São José), onde mora minha avó Cida, ali eu era criança mesmo, com direito a pipa, bolinha de gude, tubaína e passeios perigosos pela linha do trem. Certo dia aquele lugar cheio de palafitas, virou cinzas, desesperados vimos às chamas,  lembro-me das chamas, e lembro-me da agonia de querer saber dos meus avós e de meus primos.
Aqui no Centro eu era moleca, vivia com os pés descalços no meio da bagunça, jogava no campo, corria na rua, subia nas árvores, vivia o que meus filhos jamais puderam viver.
Aos domingos era o dia de ir ao sítio do Seu Darci lá na Água Fria, e enquanto minha mãe cozinhava para a turma e meu pai proseava com os amigos, minha irmã Michelle e eu íamos tomar banho de cachoeira ou passear de jipe com o Juquinha pelas redondezas.
Poxa você me fez chorar, que delícia lembrar-se do que já vivi, das pessoas que passaram pela minha vida... Cheiros: Suco de guaraná, Tubaína, Dama da noite, pitanga, ufa.


CRIS - Quando e como começou a atuar? Explique o amor por essa arte de atuar

BEL - Por intermédio do amigo Marcelo Ariel, em 2008 fui convidada a fazer um show musical para a Agenda de Inauguração do Teatro Municipal de Cubatão, mas tinha uma questão: eu tinha pavor de palco, e mesmo tendo estudado em uma das melhores escolas de São Paulo eu não sabia lidar com o público.  Mas com a ajuda da atriz Cibely Piacentini  que me preparou eu fiz o show. No mesmo ano eu ingressei  para o grupo de estudos do Teatro do Kaos e o Fabiano di Melo e o Lourimar Vieira plantaram a sementinha na minha alma, depois fui estudar no Teatro Escola Macunaíma em São Paulo.
Cris, na minha estreia no teatro o diretor Carlos Meceni me agraciou com o papel de Maria Leopoldina, que cantava a cappella, unindo as duas artes. O amor é inarrável, só sei dizer que no palco eu me sinto viva, eu sinto que sou alguém, que tudo faz sentido.

CRIS -Peças que já participou

BEL –
VIII Caminhos da Independência (2009)
IX Caminhos da Independência (2010)
Este ovo é um galo (2010)
X Caminhos da Independência (2011)

CRIS -Como surgiu a ideia de trabalhar como produtora? Seu programa já está no ar? Se sim fale um pouco dele.

BEL - Meus primeiros trabalhos como produtora foram na Gerencia da Criança de Cubatão quando eu tinha 19 anos e desde então venho desenvolvendo alguns trabalhos.  Há alguns anos atrás aprendi de uma forma não muito agradável a como ‘não ser uma produtora’, foi o meu primeiro fracasso, e meu maior susto, Mas quem tem a sorte de conviver ao lado de Lourimar Vieira, aprende a jamais desistir de um sonho e assim continuei e produzi o Sarau na Praça que acontecia uma vez por mês na Praça Princesa Izabel. Mas confesso que desde 2002 eu amadureço um sonho, de fazer uma mega espetáculo para Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Toquinho, mas sou muito perfeccionista e por conta disto fui adiando a realização deste sonho. Ao lado da minha amiga Chrismari produzi o I Cubatão Pet Week, que foi um sucesso e neste ano acontece o segundo.
(Esta virando currículo, rs)
O ‘Por onde anda Bel Moraes?’ é um programa estilo documentário que vai falar sobre temas variados, a ideia é informar, conscientizar  o público através de indagações como : Para onde vai o lixo urbano? De forma bem humorada. Ele ainda não tem uma data de estreia, pois esta em fase de captação de recursos. Cris, eu adiei a estreia porque quero que seja algo de conteúdo e isto demanda muito capital.
Mas, em 8 de julho  ao meio dia,  estreia o ‘programa Eco’ na TV COM (Canal da NET em Santos), no qual sou diretora e apresento ao lado de Chrismari e Mia Murad.

CRIS - Bel como mãe

BEL- Aos 16 anos eu tive a Nicole (18 anos), e pelo fato de ter sido mãe muito cedo, foi ao lado dela eu aprendi a ser mãe e mulher, foi uma verdadeira troca, dez anos depois nasceu o Arthur (8 anos) que veio para completar a família. Sou muito feliz por ter meus dois bebês e meu maridão Ely, eles me completam, me ensinam, me dão sentido a vida.

CRIS -O que mudou na cidade depois da atual administração em relação à cultura? 

BEL- As mudanças são visíveis, a começar pelos eventos, hoje nossa cidade é reconhecida como ponto turístico por conta do DANADO DE BOM, evento que transborda cultura. Mas sabe o que me deixa feliz? Saber que agora a minha cidade tem ‘2’ teatros, cinema, e um parque Anilinas novo, ali não vi nenhum remendo, começou do zero e já esta pronto. Esta administração veio para mudar realmente Cubatão, porque tem compromisso com a cidade.

CRIS- Um ídolo

BEL- Pode ser um de cada tipo?
Tipo vida: Meu pai
Tio Arte: Vinicius de Moraes
(risos)

CRIS- Uma frase preferida

BEL- Mude, mas comece devagar, a direção é mais importante do que a velocidade. Clarisse Lispector